sexta-feira, 30 de agosto de 2013



BLACK SABBATH 13, NOSSO NÚMERO DE SORTE!


Lembram em Kill Bill Vol.02, quando o personagem Budd de Michael Madsen, analisa a espada de samurai da Noiva e ele conclui “É uma autêntica Hatori Hason.”? Bom, o mesmo pode ser dito sobre 13, novo e tão esperado disco do Black Sabbath com Ozzy Osbourne nos vocais! 13 é um autêntico disco do Black Sabbath! Sem cometer qualquer tipo de exagero, mesmo porque seriam até bem vindos, 13 nos oferece o que há de melhor no Sabbath. Admito que a ansiedade, expectativa e medo eram grandes, porque desde o longínquo ano de 1978, Ozzy não gravava um disco de estúdio com Tony Iommi & Geezer Butler, Bill Ward pulou fora em cima da hora e deverá se arrepender amargamente por toda eternidade depois que ouvir o material que deixou de participar!
A edição De Luxe de 13 vem em formato digipack com dois cds, o primeiro contendo o disco com suas 8 e extensas faixas e o segundo cd com 3 faixas bônus que também são maravilhosas mas ficam melhor isoladas do disco em si. 13 começa com End of the beginning, que logo de cara espanta qualquer receio que se possa ter! Ela lembra um pouco do começo do Sabbath com a faixa que dá nome à banda e faz um sorriso de satisfação explodir em nosso rosto! Na sequência, God is dead? Outra porrada que fará muitas cabeças balançarem! Loner, outra boa faixa que vem seguida de Zeitgeist, que nos remete diretamente no tempo rumo a Planet Caravan, de Paranoid! Age of Reason e Live Forever voltam com o peso tradicional e finalizando, duas grandes e belas surpresas, Damaged Soul e Dear Father, que mostram o velho Sabbath se desenvolvendo e seguindo livremente e feliz como nos bons e velhos tempos!
Bom, Ozzy sempre falou que o Black Sabbath sem ele não era Black Sabbath e claro, pela banda passou bons vocalistas de talento incontestável como Ronnie James Dio e Ian Gillan, que fizeram álbuns clássicos, mas ao ouvir 13, é impossível não dar razão a Ozzy Osbourne! Tony Iommi está totalmente inspirado e Geezer Butler feliz da vida! Talvez, pelos motivos de saúde de Tony, eles viram que tinham que fazer o melhor trabalho de suas vidas, pois esta talvez fosse a última chance deles fazerem isso. Eles alcançaram o objetivo e digo ainda mais, se superaram em seu desafio! 13 se encerra da mesma forma que começa o primeiro disco da banda, com chuva e trovões, fechando assim por dizer, um ciclo e por todas as razões universais já nasceu Histórico & Clássico, coisa rara nos dias atuais!

Tubarão.

Aqui deixo o link com End of the beginning, um dos novos clássicos destes nobres senhores:


Alto Som

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fumaça Negra


Por: Rogério Mansera e Wagner de Souza

Crescimento de 22% em 40 anos; elenco de sumidades na Forbes; fenômeno nas redes sociais; uma temida bancada no Congresso Nacional; heroicos defensores da “Tradição” e da “Família”...
O mito do crescimento do protestantismo no Brasil é maior do que o fato. Este mito pretende nos convencer do relativo êxito do protestantismo onde supostamente o catolicismo naufraga. Ele pretende nos persuadir de que é o avanço do protestantismo a causa da recessão do catolicismo. Mentira absurda. Acreditar nisto, é supor que as pessoas estão fazendo uma escolha refletida e idônea entre um e outro. Ora isso é impossível! É bastante para o confirmar, consultar o perfil das pessoas que aderem ao protestantismo: Gente miserável, analfabeta ou sem formação específica alguma, expulsas dos mais remotos e estéreis sertões do Brasil e que vem ao sul/ sudeste para engrossar os números da favelização nestas regiões. É precisamente neste ponto que se situa o problema.

A mensagem salvífica do catolicismo implica que o indivíduo tenha um mínimo de preparo espiritual, fornecido pelos sacramentos do catecismo, do crisma, da primeira comunhão, para que ele enfim possa participar ativa, consciente, e não passivamente da missa. O rito católico prevê uma iniciação do indivíduo em matéria de fé e de ética. A fé Católica implica, do mesmo modo, na compreensão de que sua eficácia repousa no depósito feito  ao magistério da Igreja pelo próprio Cristo. Disto resulta a meticulosa preparação do corpo sacerdotal. Um Padre, que foi antes um seminarista, é alguém versado em matérias que o capacitam para receber este depósito. São sete anos o tempo necessário para a formação de um Padre em contraste com os ínfimos três meses requeridos para a ordenação de um Pastor. Por outro lado o protestantismo, cúmplice da penúria intelectual e espiritual que assola a nação, pede ao indivíduo uma única declaração de fé que muitas vezes é resultado do desespero, do medo, da indigência que a miséria impõe.
E não é difícil ver por aí um evangélico sobraçando a bíblia e acusando os católicos de todo tipo de heresia de que sua miopia espiritual lhes permite ver: - “ Os católicos são idólatras, cultuam à Maria e aos santos antes que a Jesus...” Falam sem conhecimento de causa; é essa uma impressão que resulta da própria natureza bestial destas pessoas. Porque atribuir esse julgamento a um esforço de reflexão sobre o catolicismo, ou mesmo sobre as “virtudes” do protestantismo é um ato de imensa generosidade.

A fórmula dos evangélicos é simples e banal. É de uma teatralidade vulgar e medíocre, infalível para os de mente fraca, para os ignorantes. O culto desenrola-se num palco em que uma banda vibrante e um pastor revolto e maníaco, convicto de suas palavras, alternam-se numa exibição grotesca de gritarias e insanidades que culminam em um show de “milagres”. Sua interpretação transforma um simples versículo ou uma palavra qualquer numa mensagem apocalíptica e ameaçadora. Seu único propósito é o de extrair do público a fé cega em suas palavras e alguns trocados de suas carteiras. Os fiéis são atraídos pela promessa de prosperidade material e resolução imediata de suas angústias. Os pastores encenam o comércio sacrílego da salvação, da misericórdia divina – indispensáveis aos que sofrem. O tráfico das bênçãos de Deus oferece ao crente o entorpecente de uma falsa paz, o que faz do pastor um criminoso tão, ou mais baixo e vil quanto um reles traficante de drogas. É, como o comércio de entorpecentes, um grave problema de saúde pública. O que o protestantismo promete é um Deus avaro e complacente, computando lucros com a oferta de seus favores, capaz de milagres inacreditáveis para o deleite do público pagante. Desde Calvino e seus sucessores o protestantismo apenas vê na prosperidade material o sinal único da salvação.

O catolicismo nada tem a temer do Protestantismo. O programa deste é limitado, sua ambição, medíocre. Seu humanismo é vulgar e plebeu. Como também foi o do Catolicismo. Um e outro disputam com a indiferença cínica e boçal de seu fieis uma guerra sem vencedor.  Porque o público que lota as ruas, aos domingos, munidos de um livro que jamais serão capazes de ler, por lhes faltar o mínimo de instrução; ou aquele que no fundo das paróquias recolhe-se numa prece a Sto. Antonio, responderá ao apelo, à sedução de qualquer outra fantasia barata que lhes preencha a alma vazia. E olha, que eu nem sou católico...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Algumas Coisas

As coisas se escondem de mim.
Afastam-se,
Se escondem.
Talvez seja eu...

Importância que não dou as coisas
Intolerância;
E,
Não dou conta de muitas coisas;
Tantas são as coisas que faço
E nunca termino,
Examino sem olhar...
Crendo que nada vai me fugir,

Penso que nada vai se esconder,
Nada vai se afastar...
Deixo ao acaso da sorte
- Incauto

Aos solavancos, na vida,
As coisas se revelam
Sempre que eu preciso...
Comigo é sempre assim.
Talvez seja eu mesmo?!


Rogério Mansera

quarta-feira, 21 de março de 2012

RITA LEE, UMA VIDA COM ESSE TAL DE ROCK'N'ROLL!

             
  Este ano, Rita Lee anunciou a sua despedida dos palcos depois de tantos bailas comigo, baladas do louco, lança perfumes e tantas outras alegrias que nos presenteou com sua música, seu humor e sua incrível pessoa. Para homenagear a grande rainha do Rock Brasil, fiz este poema que celebra a sua trajetória. Salve Rita, evoé!!!!

RITA LEE

Você já pintou
Pintou e bordou
Com esse tal
De Rock’n’Roll

Ovelha negra
Da família
Quantos já seguiram
A sua trilha?

Mutantes, Tutti-Frutti
Foi incrível refestança
No fruto proibido
Entradas e bandeiras
Quando rockeiro brasileiro
Tinha cara de bandido

Nos jardins da Babilônia
Foi corista de rock
E sem cerimônia
Também deu o toque

Beijou o doce vampiro
Não se prendeu ao costume
Ficou de quatro no ato
E celebrou com lança perfume

São coisas da vida
Desculpe o auê
Nesse baila comigo
Nunca faltou você!

Tubarão.
Deixo aqui dois vídeos para vocês curtirem um pouco mais de Rita Lee. O primeiro é a confusão com a polícia durante o seu último show, acontecido no Festival de Verão de Aracaju. O segundo é Ovelha Negra, que é marca registrada dessa grande mulher! Valeu Rita!!!!

domingo, 18 de março de 2012

"ENTRE ASPAS"


Por: Rogério Mansera e Wagner de Souza

O VIADO, digo, O HOMOSEXUAL (não sei mais o lugar das aspas):
          É um dos tipos em que a trama se ilustra. Este cidadão, evidentemente inflamado pelo seu algoz (a Opinião Pública), vai às ruas decidido a que o respeitem. E que nos pede ele?... Que no lugar da dignidade humana que lhe devemos, não mais o chamemos de “VIADO”. Um termo depreciativo, evidente, pois sublinha um único aspecto de sua humanidade... Aspecto, aliás, que mesmo ele sublinha como o único, o mais flagrante ao menos. Faz passeatas, marchas, discute, panfleta em um autêntico apostolado. Sataniza um substantivo para fazê-lo uma arma apontada para si. Quem a está empunhando?... Os Srs, nós, o Diabo!... Vai saber.

OS POLÍTICOS, digo, “OS GRAMÁTICOS” (agora sei bem o lugar das aspas):
          Proprietário de um salão de bailes, homem simpático e cortês que nos dá um “bom dia” do fundo de seu carrão; mascote televisiva de seu time que a complacência das câmeras popularizou; cantores, atletas, fadados ao esquecimento e outros tipos popularescos, que por posses ou carisma, eleitos democraticamente pelo povo para seus representantes legítimos. Homens vindos do povo, feitos a sua imagem e ignorância; esperteza os difere. Eles detêm O PODER, uma arma apontada para a cabeça de toda sociedade, disparada quando e como os convier. E os substantivos, esses, decidiram mandar ao Diabo que os carregue.
                                          ***

          Você então deveria se perguntar: Qual a relação entre os personagens e sua aversão aos substantivos?... O que a pobre Língua Portuguesa fez de errado? –Não bastasse à maneira como é mal tratada por seus falantes... Porque as palavras devem ser responsabilizadas pelos males que afligem nossa sociedade se tanto ofendido (geralmente as “minorias”) quanto o algoz (OS POLÍTICOS) não têm a menor noção do que estão fazendo. Como não chamar o “VIADO” de “VIADO” fosse fazer “dele” menos “viado” - ou muito me engano “homossexual” e “viado” remetem ao mesmo significado?! Pois a troco de nada qualquer um que tiver a infelicidade de proferir tal palavra estará fadado a responder judicialmente. Isso é a força da lei que serve para contentar uma minoria, que como todo cidadão, possui os direitos de qualquer cidadão. A lei, aprovada por POLÍTICOS, não somente fere a língua como a nossa sagrada liberdade de expressão. E quando digo nossa, refiro-me também a todo grupo GLS ou LGBT. Começa assim: primeiro substantivos, depois a oração, em seguida o pensamento (expresso pela LÍNGUA)... Sem o pensamento em que te diferirias de qualquer animal?
          Ilustra bem o argumento a “PRESIDENTA” Dilma; que faz questão de ostentar como título um solecismo. Justifica a grosseria com o absurdo discurso de que as mulheres são injustiçadas e a “LÍNGUA” é machista. Um verdadeiro despautério - isso vindo de quem “comanda” a nação – mais errado está quem absorve o erro como verdade... Imagine-se entrando numa loja e chamando a “atendenta” ou o “balconisto”; ainda, sendo atendido pela “gerenta”... POLÍTICOS cometem os maiores barbarismos e contam com a complacência “desinteressada” da mídia. É comum encontrar publicado em revistas e jornais PRESIDENTA; até a Ana Maria Braga desculpou-se em rede nacional ao cometer a “gafe” de chamar a Dilma de PRESIDENTE... Mais! Experimente digitar no Word a palavra “presidenta” e verá que o corretor ortográfico a aceita como correta, ao contrário de solecismo. A mim, soa como se alguém viesse pôr os dedos sujos em nossa comida! Os meios acadêmicos, que deveriam proteger os interesses linguísticos, preferem se esconder atrás de sua arrogância e não se manifestam sobre o assunto... Porque será?
          A LÍNGUA é a maior expressão de um povo, deveria ser preservada. Através dela podemos entender o mundo e multiplicar o conhecimento humano. Um de nossos bens mais preciosos, o que realmente mantém a unidade nacional. Duvido muito que se pegarmos nossos Políticos e submetê-los a uma prova média de Língua Portuguesa a maioria obtivesse desempenho no mínimo regular; no entanto, esses homens decidem sobre os rumos da linguagem. Ora fechando Acordos Ortográficos por politicagem, como se tivéssemos a mesma realidade de Portugal ou Guiné Bissau... Ora considerando a bizarra Nova Gramática do Português Brasileiro; o título já é em si uma contradição. Do jeito que as coisas estão, temo que dentro em breve seja-nos vetado o uso das ASPAS, daí poderemos ir para cadeia por chamar um político de corrupto ou “ladrão”...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Felicidade Não Tem Preço

Por: Rogério Mansera
      Muitas vezes fui chamado de hipócrita quando afirmava não gostar de dinheiro. E eu, nem aí! Pouco me importa! Prossigo afirmando que tê-lo em quantidade é a menor de minhas prioridades. Claro que preciso do dinheiro para viver, contudo prefiro acreditar que ele é mera conseqüência de um trabalho realizado. E prossigo ouvindo coisas como: “Você está maluco!”, pois só louco para não gostar de dinheiro; “Você vale o que tem no bolso!”, a pessoa com dinheiro passa a ser importante e querida; “Dinheiro não compra felicidade, mas manda buscar!”, quanto mais dinheiro uma pessoa tem mais feliz ela é... Não creio estar louco por acreditar que os bens mais importantes que o homem pode acumular na vida são: O amor, o respeito, a amizade, a confiança, o conhecimento e o reconhecimento.
      E sinceramente custo crer que alguém que pensa em casar-se com outro cujo maior atributo seja sua conta bancária pode um dia ser feliz. Pois o amor não se compra e quando se negociado torna-se impossível haver respeito entre ambas as partes. Imagina viver sob o mesmo teto de quem não se ama, pela segurança do dinheiro. A pesada convivência de quem apenas tem de manter a aparência de que é feliz. É viver como prisioneiro... Buscar amizade por interesse financeiro me parece igual estupidez. Aí de um lado é viver dedicando-se como um lacaio aos caprichos do outro. Esperar os restos que lhe são concedidos como a um cão servil. -Quem paga vai cobrar o serviço... Do outro lado é viver sem ter em quem confiar; paranóico e infeliz. Quem comercializa a amizade, a meu ver, não é digno de confiança... A amizade verdadeira vem da empatia e a partir de uma série de cuidados mútuos. A amizade verdadeira não tem preço, só existe se cultivada. E assim não será feliz quem paga e muito menos quem vende. Já o conhecimento ele está aí, em forma de textos. Nos livros gratuitamente nos esperando nas bibliotecas, nos museus e na arte, sebos e publicações. Está disponibilizado na Internet ao alcance das mãos. O problema é que ler demanda trabalho e tempo – que a maioria desperdiça na frente da TV ou nas redes sociais, por isso é tão barato – o que não tem valor aparente não é cobiçado.
      A proposta do dinheiro rápido sempre é muito tentadora, seja escolhendo a carreira projetada pelo “mercado consumidor”, conforme facilitam as escolas técnicas, ou mancomunando-se àqueles que se aproveitam da fé pública. Pois digo que estão completamente enganados os que atrelam a felicidade ao dinheiro. Sinto desprezo por quem o coloca num pedestal, e passa a vida fazendo “qualquer negócio” por uns trocados. Corruptos, assassinos, ladrões, charlatães e ditadores ganham muito mais dinheiro que os verdadeiros artistas, intelectuais e cientistas. Pessoas de bem mais valia para a sociedade, que tem cada vez menos valor dentro dessa mesma sociedade – cada vez mais cretinizada a fim de alimentar a grande máquina econômica.
      Eu por minha vez prefiro ter a felicidade de saber das coisas, prefiro a carreira construída honestamente e com trabalho, a certeza de ser amado por quem sou. Imagino que o respeito é conquistado quando se respeita o semelhante e o reconhecimento vem pelo conjunto de sua obra e pela grandeza de seus atos, remunerados ou não.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Estamos Juntos


Por: Rogério Mansera
“Oh, oh, oh, oh, oh/ Estamos juntos”... Já nos avisava o jingle da campanha do Cabral. E não é que estão mesmo! Governo Federal, Estadual e Prefeitura estão juntos para garantir seus próprios interesses. Junto com eles está também a Rede Globo, que recebeu de primeira mão as gravações, das mãos do Governo, e tratou logo de demonizar o Cabo Benevenuto Daciolo, que já está preso, para bem dos telespectadores. Tão perigoso que a Dilma o eleva ao status de terrorista e o Cabral fala em uma trama maligna para gerar insegurança na nação. O povo, como sempre, hirto, engole tudo numa boa e esquece. Os rebelados que, convenhamos, lutam por uma causa justa estão sendo massacrados em “horário nobre”.
O poder que a mídia dá, a mídia tira; como demonstrado no caso Collor. A mesma população que aplaudiu o grande espetáculo das UPPs, proporcionado pelos próprios policiais, títeres do governo, pode, de uma hora para outra, tornar a odiá-los. Nada pessoal! Apenas para garantir os lucros do grande negócio que é o Carnaval Carioca e Baiano. Ameaçar a festa, certamente não foi uma boa estratégia...
A população não deve se preocupar, pois as tropas federais estão à disposição e o comando da PM vai prender alguns bodes expiatórios para amedrontar os grevistas, e a situação volta ao normal em breve. O próprio burburinho do carnaval se encarregará de apagar da lembrança popular esse incidente.
Todos estarão curiosos pra saber qual cirurgia fez a Ângela Bismarchi ou quais serão as celebridades presentes no Camarote da Brahma – Qual será o BBB a ir ao carnaval de Salvador... Todo mundo sai ganhando menos o povo, enganado novamente pelo engodo da folia. Povo composto também por policiais e bombeiros, todos “juntos” participando inertes do processo de bestialização, produzido pela massificação cultural e inoperância educacional. Que sabemos bem só gera catástrofes sociais, como é o aumento da criminalidade e a epidemia do crack. 
                                             ***
Notem que durante as gravações só se falou na aprovação da PEC300 e nas reivindicações salariais, também o tom sério de reprovação da Sandra Annenberg e como ela frisa que o aumento já foi concedido antes de encerrar a matéria: http://www.youtube.com/watch?v=Pj6j7PB7kQo

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ALTO SOM


ERIC CLAPTON:
Derek and The Dominos – Layla and Other Assorted Love Songs (1970).
Por Tubarão.

          Se você fosse um músico, mais precisamente um guitarrista inglês, fervoroso devoto do Blues e estivesse apaixonado pela esposa do seu amigo no início dos anos 70, talvez o seu nome seria o nome de alguém que pouco antes fora chamado de deus. Talvez o seu nome seria Eric Clapton, o deus da guitarra!
             Deste amor proibido talvez você conseguisse com bastante sangue e coragem, extrair toda a beleza de sua dor e com seu o seu talento incontestável, imortaliza-lo em forma de música, resultando assim, em um dos melhores discos dos anos 70, chamado Layla and Other Assorted Love Songs!
             Para quem não conhece, este disco é uma verdadeira coleção de belas canções calcadas no Blues e sempre com o padrão Clapton de qualidade, o que nos garante o bom gosto de sua guitarra altamente inspirada.  Este disco foi lançado em dezembro de 1970 e como Eric Clapton ainda não se sentia seguro o suficiente para se lançar em carreira solo, o seu grupo foi batizado de Derek and The Dominos e apesar de algumas pessoas saberem que Derek era Eric, o disco acabou fracassando comercialmente na época. Mas o tempo faria justiça a este trabalho e ainda hoje, quem o ouve pela primeira vez, há de se impressionar positivamente com suas belas canções, inspiradas na então esposa do ex- Beatle George Harrison, Pattie, por quem Eric Clapton era desesperadamente apaixonado!
           Contando com os músicos que o acompanhou na banda de Delaney & Bonnie and friends, Bobby Whitlock, Carl Radle e Jim Gordon, além do auxílio super luxuoso do guitarrista Duane Allman, dos Allman Brothers, Layla and Other Assorted Love Songs é o tipo de disco que você não tem como apreciar ouvindo apenas um download vagabundo, como é muito comum hoje em dia. É necessário, se você for um verdadeiro apaixonado por música, ter o disco físico em mãos, seja ele em vinil duplo ou em cd e ouvi-lo do início ao fim, permitindo que todos os sentimentos contidos nesta obra, cheguem ao seu coração e toquem a sua alma com o dom divino que somente um deus seria capaz de fazer!
               No total, são 14 canções de extremo bom gosto, sendo que 8 são assinadas por Eric Clapton, entre elas a faixa de abertura, I looked away, Bell botom blues e a magnífica Layla, que é sem dúvida alguma, um dos melhores momentos da história da guitarra e é considerada até hoje, como uma das maiores canções de amor dos anos 70! Ainda se destacam neste disco as versões para Nobody knwows you when you’re down and out de Jimie  Cox, Key to the highway de Charles Segar & Willie Broonzy, Little Wing de Jimi Hendrix e Thorn tree in the garden de Bobby Witlock, cantada pelo próprio e que fecha este trabalho de maneira irretocável, da maneira como somente uma obra-prima pode ser finalizada!
               É verdade que os anos 70 foram uma época de grandes lançamentos musicais, porém, torna-se obrigatório ter este disco entre os primeiros a encabeçar a lista dos melhores discos da época e certamente, entre os melhores da história da música, afinal, foi feito pelas mãos de um deus apaixonado e inspirado. Foi feito pelas mão de um deus chamado Eric Clapton, o deus da guitarra!
Deixo aqui dois vídeos raros de Eric Clapton, Layla e It’s too late para apreciação de vocês:


sábado, 31 de dezembro de 2011

EDITORIAL

Em 2012 passaremos por algumas mudanças a fim de levar a nosso público um conteúdo de qualidade e relevância. Esperamos contribuir para a melhora de nossa sociedade, divulgando nossa opinião sobre os temas de interesse comum e promovendo a arte em suas mais variadas vertentes... O Resposta Carioca espera que todos apreciem as novidades e multipliquem o debate de idéias. Imbuída nesse espírito que nossa equipe deseja a todos amigos, seguidores e leitores um 2012 repleto de realizações e felicidades! Que no ano vindouro possamos colher os frutos plantados em 2011 e que os novos ares nos tragam sucesso e paz!
Feliz 2012 e aguardem as novidades!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ALTO SOM

REIGN IN BLOOD - SLAYER, 1986.
Por Tubarão.

Existem certos discos na História que surgem para definir o Heavy Metal, como por exemplo, o primeiro Black Sabbath ou o British Steel do Judas Priest, aqui não é diferente. Reign in Blood do Slayer, disco lançado há 25 anos, é pesado e brutal até hoje e prossegue influenciando gerações. É raro ouvir de qualquer headbanger, seja músico ou não, que este disco não está entre os seus preferidos! Quando comprei este disco pela primeira vez, eu fiquei completamente fora de si com tanto peso, velocidade e sangue que escorrem das músicas aqui contidas! Reign in Blood, começa com "Angel of Death", sobre o médico nazista Menguele. "Piece by Piece", "Necrophobic" e "Altar of Sacrifice" mantém a velocidade em alta e "Jesus Saves" possui uma das mais insanas e pesadas introduções do metal. "Criminally Insane" tem o seu início marcado pelas batidas de Dave Lombardo, um verdadeiro monstro do instrumento! "Reborn" e "Epidemic" surgem na sequência devastando e matando tudo pela frente no comando dos psicóticos Tom Araya, Kerry King e Jeff Hanneman. "Postmortem" começa mais lenta e depois cai numa velocidade infernal! Fechando o disco de forma sangrenta, "Raining Blood" com as batidas sombrias de Lombardo que lembram a morte batendo à sua porta e o riff de guitarra que lembra a trilha sonora de um pesadelo apocalíptico! Disco perfeito, repleto de solos rápidos e brutais, vocais infernais e batidas fortes! Igual ao Slayer não existe! E este disco é a prova que eles surgiram para permanecer sempre, entre os grandes nomes do Heavy Metal!
OBS: Anos atrás, foi lançado um dvd, "Still Reigning", onde o Slayer toca este clássico álbum ao vivo! Matador e com direito a chuva de sangue no palco!
 Deixo aqui os links dos videos Angel of Death e Postmortem/Raining Blood:


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Arte de Viver da Fé

Por: Rogério Mansera

Não duvido de que todo o comércio da religião é coisa do “Diabo”. É uma contradição:  associar ao capital a idéia de Deus. Infelizes os “fiéis”, que não enxergam isso. Caem na conversa fiada de que a salvação e a prosperidade podem ser compradas. Vítimas do arquiancestral conto do vigário. O Apóstolo Valdemiro, por exemplo, vende toda sorte de quinquilharias: chave do céu, carnê da prosperidade, meias, toalhinhas e até seu “livro”. Contrassenso, pois duvido saiba o Apostolo escrever...
Um verdadeiro milagre da multiplicação do dinheiro! E garanto que são muitos os consumidores em potencial: 15,4% da população brasileira. O que indica que a religião evangélica é um grande mercado em expansão. Tanto que os olhos da Venus Platinada voltaram-se subitamente para ele. Ninguém melhor que a mídia para fazer crescer um negócio, conforme provou Edir Macedo. E dessa forma a fé é comercializada.

Um dos maiores produtos da indústria da fé é a música. É aí onde a Rede Globo começou a fincar suas garras. Patrocinou um mega show gospel no Rio de Janeiro que será seu especial de fim de ano. Imaginem que até pouco tempo a emissora esmerava-se em denegrir a igreja de Macedo visando conter os avanços evangélicos. Mas o que fazer quando se está perdendo terreno, senão entrar no negócio. O que interessa mesmo é o dinheiro que se pode arrancar. Por isto as gravadoras, dedicadas ao público gospel, faturam horrores e atraem milhares de fiéis aos seus eventos. Eventos muito lucrativos que não primam pela qualidade do trabalho.
Uma fórmula simples: uma banda, um coral e um cantor de voz estridente e interminável, dita “celestial”, entoando letras de adoração aos personagens bíblicos. Pronto!...  Está feito mais um mega hit! Refrãos que se fixam em suas mentes a ponto de amputar-lhes a capacidade de raciocínio e que rendem milhões de reais.  Garanto que nem Jesus, nem Davi e tão pouco Zaqueu receberão um centavo sequer... E a igreja aumenta o número de fiéis em seu rebanho. Rebanho doutrinado a fazer o que os pastores dizem ser a verdade impressa nas escrituras sagradas...
Não se assustem quando a Xuxa, que requebrou até pouco tempo ao som do Funk, fortemente abraçada a um deficiente, receber no palco do TV Xuxa a Aline Barros. Enquanto a cantora desafia o bom senso musical a apresentadora cura o desafortunado com suas lágrimas. Ao fim deste espetáculo grotesco, encenado no picadeiro das transmissões globais, o público, em grande comoção terá a certeza do milagre... Que a eloqüência ferina do Silas Malafaia exaltará num discurso cheio de reticências persuasivas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ALTO SOM


GABRIEL, O PENSADOR (1993).
Por Tubarão.

Antes de lançar o seu primeiro disco em 1993, o rapper carioca Gabriel, o pensador, obteve relativo sucesso com a música Tô feliz (Matei o presidente), antes de ser censurada. A música na questão relatava com certo humor macabro, o assassinato (fictício) do ex-presidente Fernando Collor. Este pequeno sucesso levou Gabriel até a Sony Music que fechou contrato com ele e lançou o seu disco de estréia.
Intitulado apenas de Gabriel, O Pensador, o disco fez bastante sucesso e não era para menos, visto que o seu repertório é excelente! Nas rádios estouraram hits certeiros como Lôrabúrra e Retrato de um playboy, além de 175 Nada especial, que gerou um clipe com participação de Zé Ramalho interpretando um evangélico, Ronaldinho fenômeno como o trocador, Neguinho da Beija Flor como um trabalhador e Martinho da Vila como um professor.
O disco abre acertadamente com Abalando, música onde o Pensador fala da censura que sofreu e dos mais variados tipos de censura sofridos pela população e ainda chama a todos para a luta. Na sequência, outro ponto positivo é a inclusão da tão falada Tô feliz (Matei o presidente), que foi um verdadeiro presente para quem não chegou a ouvir a polêmica música.
Logo depois, Lôrabúrra surge com toda a sua crítica ácida contra o comportamento fútil de certas mulheres. Hoje podemos ver em qualquer lugar que nada mudou. Na verdade, as lôrasbúrras da vida se transformaram em mulheres frutas e outros tipos de periguetes rebolativas.
Indecência militar fala da insatisfação do jovem em ter que passar pelo serviço militar obrigatório, enquanto poderia estar fazendo outras coisas da vida. Já Lavagem cerebral, que é a próxima música trata-se de um verdadeiro e belo manifesto contra todos os tipos de racismo. Sem dúvida, pode-se dizer que é uma das melhores já escritas sobre o tema e coloca todos os “pingos” nos “is”. Deveria ser ouvida com muita atenção, principalmente por grupos que se dizem racionais!
Em ...E você? Gabriel fala da capacidade de assimilar culturas brasileiras e estrangeiras, enriquecendo e evoluindo sem preconceitos. Nota dez! Logo depois, é a vez de Retrato de um playboy (Juventude perdida) dar as caras. Essa música fala exatamente do par perfeito da lôrabúrra, o típico babaca que acha o máximo usar a vida e não a privada, para dar as suas cagadas!
175 Nada especial é uma bela crônica em forma de Rap, onde o Pensador relata todos os fatos ocorridos em uma suposta viagem de ônibus que ele pegou na Central (RJ). Esperanduquê é mais um tapa na cara do ouvinte para ver se ele acorda! Denuncia toda a passividade do povo diante de todos os absurdos do poder. É atual até hoje, sem dúvida!
Para fechar o disco com chave de ouro, O resto do mundo, que talvez seja uma das canções mais tristes escritas até hoje sobre a miserável condição humana. Nesta música, o Pensador se coloca no papel de um mendigo e revela entre outras coisas, que o seu sonho maior é morar numa favela.
Gabriel, O Pensador, lançou outros discos e hoje anda meio sumido, o que é uma grande pena, já que ele é um dos rappers mais talentosos do Brasil e um grande letrista. Sempre soube falar muito bem em suas músicas através de críticas sociais e morais. O seu sucesso na mídia foi essencial para que outros grupos saíssem dos guetos, assim como também foi responsável para que novos ouvintes surgissem e se inspirassem para falar seus pensamentos através do ritmo e da poesia!
Para melhor apreciar o trabalho do Gabriel, O Pensador, resolvi disponibilizar aqui dois clipes que saíram do primeiro disco dele. São eles Lôrabúrra e 175 Nada especial. É só clicar nos links abaixo:

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Soneto

Por: Rogério Mansera e Wagner de Souza


A perversidade é que encima a tua coroa...
Que um dia, em tua fronte, eu mesmo pus.
A perversidade em tua fronte, uma coroa,
Que ninguém supunha e eu supus...

Pois assim mergulhei em ti.
Teu dono e teu escravo...
Ah que bom é ser escravo
Da luz que eu acendi.

Fecho os olhos e a apago
E a acendo logo empós.
Luz – signo bento e aziago.

Por ti e por teu afago
Bendigo-te, e a ti divago,
Tal e qual eu a verti.


sábado, 26 de novembro de 2011

ALTO SOM


PORQUE A VOLTA DO BLACK SABBATH É TÃO IMPORTANTE?
Por Tubarão.

Parece mentira, pegadinha ou delírio de algum fã muito apaixonado, mas não é. Conforme foi anunciado no dia 11 de novembro, a formação clássica do Black Sabbath, que conta com Ozzy Osbourne nos vocais, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria está realmente de volta e haja planos de saúde para segurar tantos corações que já disparam de euforia e ansiedade para ver o primeiro show desse retorno histórico! Este show será realizado no dia 12 de junho de 2012 durante o festival Download Fest, em Leicestershire, na Inglaterra. Depois disso, esperamos que o mundo não acabe, pois nós também desejamos muito assistir uma apresentação da banda!
Como se a notícia da volta do Sabbath original não bastasse, foi anunciado que além de uma turnê mundial, também será lançado um disco de músicas inéditas, produzido por ninguém menos do que Rick Rubin, produtor responsável pelos principais trabalhos do Slayer e também responsável por botar o Metallica de volta aos trilhos depois de trabalhos insossos e ridículos. Tony Iommi já disse que estão todos muito ansiosos e que as novas composições estão muito boas, parecendo o som original da banda. A expectativa torna-se cada vez mais enorme, e não consigo imaginar um fã que não esteja ouvindo os velhos discos da primeira formação do Black Sabbath neste momento! Só pelo fato de ter Rick Rubin por perto é mais um sinal de que vem coisa boa por aí, ele é o cara certo na hora certa!
Tudo bem que em 1997, quando o Black Sabbath se reuniu e lançou o cd duplo ao vivo “Reunion” que além dos diversos clássicos da banda, ainda trazia duas músicas inéditas que apesar de demonstrar peso e qualidade, pareciam soar mais Ozzy do que Sabbath, este novo momento que acontece agora é diferente. Além da empolgação dos músicos envolvidos está também a presença de Rick Rubin que é um fã confesso da banda e que com certeza trabalhará ao máximo para extrair de cada membro, o seu melhor e deste esforço conjunto há de nascer um disco que seja tão bom como os antigos discos clássicos da banda, como o primeiro Black Sabbath, Paranoid, Master of Reality, Vol 4 e Sabbath Bloody Sabbath. Ou que se equipare a Sabotage ou Technical Ecstasy, mas, que não seja de forma alguma, um fiasco equivocado e histórico como Never Say Die.
Além dos motivos acima, o que torna esta volta da formação clássica do Black Sabbath relevante é que há uma enorme massa de fãs espalhada pelo mundo que, se já viram os seus heróis ao menos uma vez na vida, juntos ao vivo, esperam ansiosos por outra oportunidade de vê-los mais uma vez. Assim como há muitas pessoas em diversas partes do mundo que nunca viram o Black Sabbath original num palco, seja porque eram muitos novos na última vez que se reuniram ou por um milhão de outros motivos! E ter um gigante como o Black Sabbath de volta é um enorme privilégio para a história musical do planeta porque servirá de inspiração a diversos jovens que começam hoje a ouvir Rock e certamente se encantarão por clássicos como Iron Man, War Pigs, N.I.B, Sweet Leaf, Sympton of the Universe, Sabbath Bloody Sabbath, Chidren of the Grave, Paranoid e tantos outros que atravessam gerações!
Fico aqui torcendo por este grande retorno, que tudo ocorra muito bem e que tanto Ozzy, Tony, Geezer e Bill, possam extrair do fundo de seus corações, o melhor disco de suas carreiras! Rick Rubin, cuide muito bem destes senhores e boa sorte!
Aqui embaixo, deixo o clipe original da música Black Sabbath e logo embaixo, o clipe de Iron Man. É só clicar nestes dois links:


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ALTO SOM


   
 CELSO BLUES BOY SEGUE FIRME E FORTE COM SEU JEITO BLUES
Por Tubarão.


Semana passada, mais precisamente nos dias 27 e 28 de outubro, no Teatro Rival, houve os shows de lançamento do mais novo disco do nosso querido mago da guitarra, Celso Blues Boy! Seu novo disco intitulado "Por um monte de cerveja" já é apontado como um de seus melhores trabalhos. O que é apenas mais um bom motivo para adquirir este cd, já que quem conhece a obra do Celso, sabe perfeitamente que o bluesman vascaíno nunca soltou um disco ruim no mercado. Infelizmente, por motivos de trabalho, eu não pude conferir este show e mais uma vez completar a minha coleção de discos do Celso. Para não deixar este vazio, resolvi comentar aqui o primeiro disco do Celso Blues Boy.

SOM NA GUITARRA - CELSO BLUES BOY, 1984. O que seria do Blues no Brasil sem seu maior personagem? Celso Ricardo Furtado de Carvalho, nosso querido Celso Blues Boy já havia caminhado ao lado de Sá & Guarabira, que lhe deram o nome artístico e de Raul Seixas, com quem gravou o ótimo disco "Abre-te Sésamo" em 1980. Mas o caminho nunca deixou de ser duro e somente em 1984, depois de defender tanto o legado da guitarra, que Celso conseguiu lançar o seu primeiro disco, o lendário "Som na Guitarra", grito de guerra desse menino blues! E o disco marcou aquela geração que crescia ao som da explosão do Rock Brasil! No Rio de Janeiro, a inesquecível Rádio Fluminense FM, a maldita, nunca deixou de tocar os clássicos deste artista ímpar! No Rio de Janeiro também, quem não lembra dos incontáveis shows do Celso no grande Circo Voador? Mas vamos comentar o disco um pouquinho e deixar a paixão de lado. O lado A do Lp começa com o hino imortal da resistência Rocker, "Aumenta que isso aí é Rock and Roll", uma declaração de amor ao estilo musical mais amado do mundo! Logo em seguida, mais um clássico, "Fumando na Escuridão", um belo Blues com andamento lento. Lembrando os tempos duros e as promessas que nunca são cumpridas, o rock retorna com a poderosa "Tempos Difícies" e fechando o lado A, temos o blues fim de noite, "Brilho da Noite". Abrindo o lado B, com uma veia mais Claptoniana, temos "Amor Vazio", onde Celso entrega sua amargura sentindo calor, tremendo de frio! "Rock Fora da Lei", uma pérola esquecida do repertório Blues Boyniano, tem seu andamento lento, carregado no blues. Na sequência, a pesada "Filhos da Bomba", sempre muito pedida nos shows até hoje, também é outro clássico que o Celso injustamente mantém fora do seu repertório. Fechando o disco, como quem arrasta uma mulher no fim da noite, temos outro belo blues, "Blues Motel", onde o artista pede "guarde esse abraço no coração do Blues". Celso Blues Boy foi um dos pioneiros a investir no Blues no Brasil e por isso, é venerado até hoje por um público fiel. Fechando gostaria de deixar aqui, um comentário que está no encarte do Lp: "Não esperem de mim mais um disco pausterizado. Este primeiro LP procura retratar o sabor existencial de uma geração que luta pela verdade, no amor, nas artes, no destino do mundo. Este disco é um pedaço de mim, de minha arte. Uma forma de participar com uma cota de verdade de tudo que está acontecendo por aí." Celso Blues Boy.
Precisa dizer mais? Honestidade à flor da pele!

Confiram aqui, uma apresentação do Celso Blues Boy no antigo programa Mixto Quente, da Rede Globo, em 1985: